sexta-feira, 30 de abril de 2010

Tribuna do Norte | ‘Pagamento de servidores depende do remanejamento’

Tribuna do Norte | ‘Pagamento de servidores depende do remanejamento’

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Tribuna do Norte | O custo do aluno da escola pública

Tribuna do Norte | O custo do aluno da escola pública

Tribuna do Norte | O custo do aluno da escola pública

Tribuna do Norte | O custo do aluno da escola pública

domingo, 25 de abril de 2010

Poesias

Olavo Bilac



A Vida




Na água do rio que procura o mar;

No mar sem fim; na luz que nos encanta;

Na montanha que aos ares se levanta;

No céu sem raias que deslumbra o olhar;



No astro maior, na mais humilde planta;

Na voz do vento, no clarão solar;

No inseto vil, no tronco secular,

— A vida universal palpita e canta!



Vive até, no seu sono, a pedra bruta . . .

Tudo vive! E, alta noite, na mudez

De tudo, — essa harmonia que se escuta



Correndo os ares, na amplidão perdida,

Essa música doce, é a voz, talvez,

Da alma de tudo, celebrando a Vida!




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Poesias

Olavo Bilac



O Universo
(Paráfrase)




A Lua:



Sou um pequeno mundo;

Movo-me, rolo e danço

Por este céu profundo;

Por sorte Deus me deu

Mover-me sem descanso,

Em torno de outro mundo,

Que inda é maior do que eu.



A Terra:



Eu sou esse outro mundo;

A lua me acompanha,

Por este céu profundo . . .

Mas é destino meu

Rolar, assim tamanha,

Em torno de outro mundo,

Que inda é maior do que eu.



O Sol:



Eu sou esse outro mundo,

Eu sou o sol ardente!

Dou luz ao céu profundo . . .

Porém, sou um pigmeu,

Quer rolo eternamente

Em torno de outro mundo,

Que inda é maior do que eu.



O Homem:



Por que, no céu profundo,

Não há-de parar mais

O vosso movimento?

Astros! qual é o mundo,

Em torno ao qual rodais

Por esse firmamento?



Todos os Astros:



Não chega o teu estudo

Ao centro disso tudo,

Que escapa aos olhos teus!

O centro disso tudo,

Homem vaidoso, é Deus!

Poesias

Os Pobres




Aí vêm pelos caminhos,

Descalços, de pés no chão,

Os pobres que andam sozinhos,

Implorando compaixão.



Vivem sem cama e sem teto,

Na fome e na solidão:

Pedem um pouco de afeto,

Pedem um pouco de pão.



São tímidos? São covardes?

Têm pejo? Têm confusão?

Parai quando os encontrardes,

E dai-lhes a vossa mão!



Guiai-lhe os tristes passos!

Dai-lhes, sem hesitação,

O apoio do vossos braços,

Metade de vosso pão!



Não receieis que, algum dia,

Vos assalte a ingratidão:

O prêmio está na alegria

Que tereis no coração.



Protegei os desgraçados,

Órfãos de toda a afeição:

E sereis abençoados

Por um pedaço de pão . . .

Poesias

Olavo Bilac



O Pássaro Cativo




Armas, num galho de árvore, o alçapão;

E, em breve, uma avezinha descuidada,

Batendo as asas cai na escravidão.



Dás-lhe então, por esplêndida morada,

A gaiola dourada;

Dás-lhe alpiste, e água fresca, e ovos, e tudo:

Por que é que, tendo tudo, há-de ficar

O passarinho mudo,

Arrepiado e triste, sem cantar?



É que, criança, os pássaros não falam.

Só gorgeando a sua dor exalam,

Sem que os homens os possam entender;

Se os pássaros falassem,

Talvez os teus ouvidos escutassem

Este cativo pássaro dizer:



"Não quero o teu alpiste!

Gosto mais do alimento que procuro

Na mata livre em que a voar me viste;

Tenho água fresca num recanto escuro

Da selva em que nasci;

Da mata entre os verdores,

Tenho frutos e flores,

Sem precisar de ti!

Não quero a tua esplêndida gaiola!

Pois nenhuma riqueza me consola

De haver perdido aquilo que perdi . . .

Prefiro o ninho humilde, construído

De folhas secas, plácido, e escondido

Entre os galhos das árvores amigas . . .

Solta-me ao vento e ao sol!

Com que direito à escravidão me obrigas?

Quero saudar as pompas do arrebol!

Quero, ao cair da tarde,

Entoar minhas tristíssimas cantigas!

Por que me prendes? Solta-me, covarde!

Deus me deu por gaiola a imensidade:

Não me roubes a minha liberdade . . .

Quero voar! voar! . . ."



Estas cousas o pássaro diria,

Se pudesse falar.

E a tua alma, criança, tremeria,

Vendo tanta aflição:

E a tua mão, tremendo, lhe abriria

A porta da prisão . . .




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Poesias

Cleonice Rainho



Peixinhos



À beira d'água calminha,
o aquário mais natural,
eu paro olhando os peixinhos
que brilham como cristal.


Entre o verde e humildes flores
observo meus amiguinhos
que, alegres, nadam, entrando
e saindo de seus cantinhos.


Armo casinha com torres
e sobre uma pedra ponho:
— é o palácio dos peixes
e meu castelo de sonho.


A ver quem vai ser o rei,
no espelho d'água mirando,
de cada qual o jeitinho,
com que prazer vou notando!


Parece pepita de ouro
um pequeno, o Douradinho;
magro e comprido o Agulhinha
e Bolinha, o gorduchinho.


Assim, esses peixes lindos,
na manhã vou batizando,
mas, vejo que vão e voltam
só nadando... só nadando...


Sem nomes, sonhos, palácios,
fugindo à rede e ao anzol,
as nadadeiras abrindo,
festejam a luz do sol.


Por Isso, ao voltar do rio,
me comparo aos amiguinhos
tão simples e naturais
que querem ser só peixinhos...

Poesias

Cleonice Rainho



Canção



Chove e da janela
vejo as andorinhas
no poleiro dos fios
grossos da água
de muitos dias.


De asas molhadas
sacodem-se,
bicam e se encolhem
tristinhas.


Estou com duas blusas,
queria jogar-lhes uma
e sem poder
conto os fios.


São cinco — uma pauta
e as gotas d'água
caem como notas
de uma canção.



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Poesias

Cleonice Rainho



Mundo Antigo




Vovó parece poeta e gosta de falar do mundo antigo.— Será porque ela veio de Vigo?

Conta históriasde serpentes voadoras, formigas caçadoras de ouro e homens de pés pra trás.

Cita nomes engraçadoscomo Babilônia,Macedônia,Mesopotâmia.

Descreve viagense navegaçõesde cavaleiros,marinheiros,descobridores,mercadorespelas terraspelos mares...Mas, pelos ares, não!só depois de Santos Dumont.

Com vovó aprendi que o mapa- múndi cresceu no caminho dos rios, nas monções do mar e as idéias se alargaram na rota das estrelas pela civilização



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Poesias

Cleonice Rainho



Dúvida



Pelo alegre bosque,
como Chapeuzinho Vermelho,
vou seguindo...
embora meus cabelos soltos
esvoacem à brisa da manhã.


Estou feliz:
passarinhos cantam,
zumbem insetos,
florezinhas exalam
doces perfumes.


Não sei como o lobo mau
pôde aparecer num lugar assim.

Poesias

Cleonice Rainho



Cores



Branco do leite, da neve
e dos flocos de algodão.


Amarelo das laranjas maduras,
do ouro e dos girassóis.


Cinzento das nuvens pesadas
e da cinza dos braseiros.


Roxo da quaresmeira florida
e de escondidas violetas.


Azul do céu de dias claros,
do anil e do mar profundo.


Marrom do chocolate gostoso
e das castanhas de Natal.


Rosa da corola de muitas flores
e do rosto de muitos nenéns.


Preto das noites escuras,
da fumaça e do carvão.


Verde das folhas viçosas
e das pedras de esmeralda.


E vermelho vivo do sangue
que colore nossos corações.

Poesias

Cleonice Rainho



Vaivém



Sobe a água,
em vapor tão leve,
que a gente não vê.
Reúne-se em gotinhas,
formando nuvens
que ornam o espaço.


Depois desce e cai,
como chuva ou neve,
e de novo sobe leve
ao alto, ao céu,
pelo mistério
desse vaivém.

Poesias

Cleonice Rainho



Infância



Sou pequeno
e penso em coisas grandes:
pomares e mais pomares,
jardins de flores e flores
e pelas montanhas e vales
grama verdinha e bosques,
com milhões de árvores
e asas de passarinhos.


Rios e mares de peixes
— aquários largos e livres
— ar dos campos e praias,
a manhã trazendo o dia
com o sol da esperança
e a noite de sonhos lindos,
nuvens calmas, lua e astros,
minhas mãos pegando estrelas
neste céu de doce infância.


E pelas estradas claras
meu cavalinho veloz
no galopar mais feliz:
— eu e ele sorrindo,
levando nosso cristal
para os meninos do mundo.

sábado, 3 de abril de 2010

Acari, minha cidade

A Escola Municipal Professora Porfíria Pires homenageia Acari pelos 177 anos de emancipação política parabéns a todos os acarienses.


Acari, minha cidade.
Desmembrado de Caicó, o município de Acari tem uma área de aproximadamente 610, 3km², limitasse ao norte com as cidades de São Vicente e Currais Novos, ao sul com Carnaúba dos Dantas e Jardim do Seridó, ao leste e Oeste respectivamente com as cidades de Carnaúba dos Dantas e Frei Martinho – PB, Cruzeta e São José do Seridó. Possui um clima muito quente e semi-árido, Sua vegetação é a caatinga hiperxerófila e subdesértica. Tem como relevo as depressões sertanejas e o planalto da Borborema, em relação à hidrogeologia possuem os aqüíferos cristalinos e os Aqüíferos Aluviões.
Habitado primeiramente pelos índios cariris o município foi fundado, na condição de povoamento pelo Sargento – Mor Manuel Esteves de Andrade, vindo da Serra do Saco. Em 1737, Manuel Esteves requereu permissão ao bispo de Olinda para construir uma capela no povoado, consagrando a Nossa Senhora da Guia. A capela que se tornou matriz em 13 de março de 1835 permaneceu até 1863 quando foi inaugurada a nova e definitiva igreja matriz em outro lugar. Acari é nome dado pelos índios a um peixe (cascudo) de escamas ásperas, carne branca e saborosa, abundante nas águas tranqüilas do rio Acauã. Em 11 de abril de 1833, foi criado o município de Acari por resolução do Conselho do Governo. Atualmente possui uma população total de aproximadamente 11. 200 habitantes. Parabéns Acari 176 anos, minha cidade, meu orgulho.
José Evani da Silva / Professor

Jornal Jornalista do Futuro

Escola Municipal Professora Porfíria Pires

Professor José Evani da Silva

Nível: 5º Turma: Única. Turno: Vespertino

"Preocupe-se mais com o seu caráter do que com a sua reputação, porque o seu caráter é o que você é, e a sua reputação é o que os outros pensam de você."




Acari, abril de 2010