domingo, 14 de novembro de 2010

Extra! Extra! Extra! Eleições para gestores da Escola Estadual Professora Iracema Brandão de Araújo.

José Evani e João de Oliveira vencem eleição para diretoria do EEPIBA em Acari

 

A Escola Estadual Professora Iracema Brandão de Araújo de Acari agora tem uma nova diretoria. A eleição aconteceu nesta sexta feira 12 de novembro de 2010. A chapa 1 encabeçada por José Evani e João de Oliveira, diretor e vice-diretor, respectivamente, venceu a eleição durante a semana com 92,60% dos votos. Os novos gestores comemoram os resultados já pensando nas metas e estratégias para o seu exercício durante o biênio 2011 e 2012.

Os eleitos aproveitam para agradecer aos alunos, pais e funcionários que creditaram os seus votos na chapa.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Tribuna do Norte | Governo arma estratégia para tentar liberar Enem

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Tribuna do Norte | Professora Ângela Paiva vence a eleição de reitor na UFRN

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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Metas e ações

Estado do Rio Grande do Norte



Secretaria de Estado da Educação, Cultura e dos Desportos.


Escola Estadual Professora Iracema Brandão de Araújo.


Ensino Médio e EJA.


Rua Silvino Adonias Bezerra, 640 - Acari - RN


Ato de Criação n° 4.871/67 – Portaria n° 560/80 GS/SEECD.




















ELEIÇÕES DIRETAS PARA GESTORES DAS ESCOLAS PÚBLICAS











PROJETO DE GESTÃO






















Gestão da Escola:

Trabalhando Coletivamente “A União Faz a Força”






Acari-RN

2010

José Evani da Silva

Diretor

 

João de Oliveira

Vice-diretor



TRABALHANDO COLETIVAMENTE “A UNIÃO FAZ A FORÇA”



Projeto de Gestão apresentado à comissão eleitoral do processo de eleição dos gestores da Escola Estadual Professora Iracema Brandão de Araújo.




I. APRESENTAÇÃO
Num trabalho coletivo, as pessoas convivem e interagem umas com as outras, comunicam-se, despertam simpatia e antipatia, aproximam-se ou afastam-se, competem, cooperam, etc. Essas reações, voluntárias ou inconscientes, constituem o complexo processo de interação humana, que se expressa sob a forma de comportamentos, verbais ou não-verbais. Emitimos e recebemos mensagens num processo constante de intercâmbio entre duas fontes – eu e o outro. Sempre somos, portanto, co-responsáveis pelo processo ou fracasso de uma relação interpessoal.

A interação entre os participantes de um grupo de trabalho não é só o “estar junto”, trocar idéias ou dividir tarefas, mas também enfrentar dificuldades e superar divergências. È preciso através de ações coletivas que, de alguma forma, respeitem o momento de cada um, sem perder de vista os objetivos que o grupo se propõe alcançar.

Para desenvolver e fortalecer o ações e mostrar nossos horizontes necessário responsabilidade de todos – o grupo. Trabalhar coletivamente não implica todos estarem junto o tempo todo. Dependendo dos objetivos que se tem, é possível dividir responsabilidades e executar atividades, desde que se garanta a troca constante de informações e a continuidade do trabalho na direção dos objetivos que tiverem sido fixadas.

A luz desse parâmetro, o Projeto de Gestão da “Equipe em Ação, em buscar de novos horizontes” propõe uma gestão participativa, tendo em vista que todos juntos favorece o crescimento do compromisso e da competência dos segmentos da escola. Essa construção exige o compromisso com atitudes de responsabilidade, de desenvolvimento da capacidade de pensar e agir coletivamente e de respeito as diferenças.

Para tanto, traçamos metas para serem desenvolvidas coletivamente, oferecendo direção ao trabalho dos educadores, funcionários, pais e estudantes, ao longo da gestão.

Este Projeto de Gestão elenca intenções, prioridades caminhos para a realização da função social da escola: formar cidadãos aptos a atuarem de forma crítica e participativa na sociedade em que estão inseridos.


II. METAS / OBJETIVOS / METODOLOGIA DE TRABALHO



METAS OBJETIVOS METODOLOGIA

1. Envolvimento dos pais e da comunidade escolar 1.1. Mobilizar a comunidade para participar de encontros e/ou reuniões pela melhoria da qualidade do ensino e aprendizagem dos estudantes sensibilizando-a da importância efetiva de sua participação na escola Mobilização na comunidade convidando para realização de encontros ou reuniões através de convites, divulgação na Rádio Comunitária.

1.2. Analisar com os pais o uso do uniforme, a sua importância e as condições que o uso oferece na educação de seus filhos. Diálogo
Conversas

1.3. Criar o “Clube dos Pais” para que participem de projetos como: trabalhos manuais, pintura, bordado, crochê, aulas de reforço, conservação da escola, entre outros. Elaboração e apresentação do Projeto aos pais

Realização da inscrição

Reuniões

Oficinas

1.4. Apresentar a Proposta Pedagógica da Escola aos segmentos da Escola. Reuniões com apresentação de Slides.

1.5. Proporcionar a integração família x escola para o engrandecimento da aprendizagem. Palestras Dinâmicas de integração.Filmes reflexivos
2. Atendimentos aos estudantes.

 2.1. Colocar caixas de sugestão na escola, para que os estudantes depositem suas dúvidas, sugestões e perguntas para serem conhecidas e respondidas pela escola e pelo Conselho Escolar. Confeccionar caixas

Apresentação da caixa de sugestões

Tabulação e socialização das respostas ao Conselho Escolar e a Escola

Estabelecimento de prioridades

2.2. Realizar palestras sobre como educar os filhos e sobre o significado, a importância e os desdobramentos da educação. Palestras

2.3. Estar em contato direto com as famílias dos estudantes considerados “problemáticos” para descobrir as causas da sua situação, para poder auxiliá-los dentro do ambiente escolar. Parceria com o Conselho de Escola e líder de classe:

.Monitoramento da freqüência

.Convidar os pais a escola

.Visitação as famílias

.Elaboração de diagnóstico

2.4. Visitar as famílias de alunos faltosos e de baixo rendimento com o objetivo de ajudar, para que eles evitem faltar à escola e tenham melhor rendimento. Realização do PAE – Projeto Alerta Educacional Uso do caderno de registro (Ocorrências)

2.5. Estabelecer interação do Conselho Escolar com a Ação Social, Conselho Tutelar e o Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente para o atendimento dos casos especiais. Reunião

Envio de relatórios e correspondências



3. Organização da Escola.

 3.1. Zelar pela escola e seus materiais, contribuindo para a sua manutenção em bom estado de funcionamento e sua recuperação quando necessário. Reunião para sensibilização

Buscar parceiros

Realizar promoções para angariar recursos

3.2. Realizar campanhas de arrecadação de alimentos para famílias carentes. Realização de campanhas

3.3. Realizar promoções para manutenção de material de consumo para um melhor funcionamento da escola. Realização de sorteios e/ou mini – bingos.

3.4. Participar da orientação do recreio escolar, de modo que seja mais educativo e colaborar na distribuição da merenda. Participação ativa

Socialização e integração com alunos e funcionários.

3.5. Colaborar na entrada e saída dos estudantes da escola.

3.6. Promover a participação e a integração de todos no processo de tomada de decisão.

3.7. Estabelecer metas de resultado para cada bimestre e acompanhar a sua realização. Aplicação de instrumentos avaliativos

3.8. Realizar levantamentos periódicos das dificuldades que devem ser superadas. Tabulação e socialização

3.9. Manter os segmentos informados sobre o que acontece na escola. Criação de grupos de socialização e revitalização da Estação EEPIBA (Rádio Escola), Blogs e informativos

3.10. Divulgar para a comunidade através da Rádio Comunitária as atividades da Escola e do Conselho Escolar. Realização de programa na FM Gargalheiras.

3.11. Manter um informativo semestral a ser fornecido para os pais, informando e esclarecendo assuntos de interesses comuns com relação a escola e rendimento escolar dos estudantes. Criação do Informativo EEPIBA.

4. Enriquecimento as experiências educacionais.

4.1. Promover e incentivar eventos culturais e esportivos como forma de enriquecimento das experiências educacionais dos estudantes. Promoção de viagens de estudo, exposições culturais, torneios esportivos, jogos interclasses, desfiles.

4.2. Convidar profissionais para a realização de palestras para estudantes e pais sobre temas diversos. Palestras

4.3. Promover festas comemorativas para uma maior integração da Escola com a comunidade. Festas: junina, das mães, dos pais, avós, etc.

4.4. Realizar concursos literários e festas de leitura para incentivar as competências leitora e escritora. Realização da Caravana da Leitura.

4.5. Criar projetos de incentivo ao plantio de hortaliças e árvores frutíferas no pátio da escola. Elaboração de projeto

Oficinas

5. Operacionalização do Conselho Escolar.

5.1. Realizar reuniões em horários mais adequados para a participação de todos. Diálogos

Reuniões

5.2. Entregar o Regimento Escolar ao Conselho Escolar, para que tomem conhecimento de como funciona a Escola. Leitura, análise e discurso.

5.3. Fazer pesquisa com os pais através de um questionário com a finalidade de encontrar sugestões para a melhoria da escola. Aplicação de questionários.

5.4. Promover estudos sobre as funções e atribuições do Conselho Escolar. Grupo de estudo.

6. Melhoria da qualidade do ensino.

 6.1. Promover encontros com educadores viabilizando conhecimentos para lidar com os alunos com necessidades especiais, alunos com dificuldades de aprendizagem e alunos indisciplinados. Capacitação para ASG, Secretários, Biblioteca, Supervisão e Tele sala. Grupo de estudo

6.2. Formar grupos de professores para promover aulões nas turmas de 3ª série objetivando fortalecer o conhecimento para os alunos que pretendem prestar vestibular. Elaboração de projeto Formação do grupo de professores. Realização dos aulões.

6.3. Formar grupos de alunos para ministrarem aulas de reforço para aqueles que apresentam baixo rendimento escolar, em jornada ampliada de estudos. Realização do PAC – Projeto Aluno Cooperador.

6.4. Criar projetos que possam incentivar os alunos para a música, dança e teatro através da descoberta de talentos. Oficinas Show Cultural

6.5. Promover encontros pedagógicos com os educadores valorizando a interdisciplinaridade na busca de conhecimentos e troca de idéias, fortalecendo a prática docente em prol do aprendizado dos alunos. Encontros pedagógicos

6.6. Acompanhar e estimular toda a escola nos projetos pedagógicos, com propósito de minimizar as dificuldades apresentadas. Reuniões. Diálogos e sugestões Informações

7. Fortalecimento das relações interpessoais

7.1. Promover encontros e/ou oficinas de auto-estima e motivação envolvendo todos os segmentos em prol da harmonia da escola. Palestras Oficinas Leituras reflexivas Dinâmicas de integração

7.2. Proporcionar um clima agradável na Escola e comunidade para que todos os segmentos sintam-se confortáveis e possam se sentir acolhidos em prol de um trabalho mais eficaz. Diálogos

8. Gerenciamento dos Recursos Financeiros.

8.1.  Administrar os recursos financeiros da Escola com transparência e responsabilidade em prol do bom funcionamento da escola em parceria com os conselhos: de Escola e Caixa Escolar, e com professores e funcionários. Reuniões com todos os segmentos. Estabelecimento de metas.



III. AVALIAÇÃO DA GESTÃO



A Avaliação tem que pensar o professor, o aluno, os funcionários, pensar a escola como um todo.



Como qualquer outra atividade, o trabalho em equipe deve ser avaliado em relação aos objetivos propostos, para que todos percebam quanto estão próximos ou distantes de tais objetivos. Ao mesmo tempo, a avaliação do próprio processo de trabalho em grupo dá a medida do crescimento de cada um e do grupo como um todo. Quando um grupo consegue instalar um clima de confiança para aprender a fazer e receber críticas sem reações emocionais intensas, ele amadurece, torna-se fonte de crescimento para cada um de seus componentes, permitindo identificar seus avanços e dificuldades. A reflexão em conjunto pode auxiliar a equipe a obter um retrato de sua situação. Dessa forma, o referido Plano será avaliado através de:

 Análise da situação;

 Estabelecimento de prioridades;

 Definição de recursos necessários;

 Reformulação das ações de acordo com os resultados obtidos.



Procuraremos ao longo da gestão criar um clima agradável, isto é, onde os segmentos da Escola sintam-se confortáveis e possam se sentir acolhidos em prol de um trabalho mais eficaz.

As avaliações serão registradas, desde as questões debatidas e os encaminhamentos propostos, a fim de preservar a memória das decisões tomadas coletivamente e firmar o compromisso coletivo de colocá-las em prática.

Periodicamente, verificaremos como as ações estão se refletindo no cotidiano escolar e se os objetivos estão sendo atingidos. Procuraremos avaliar o processo do trabalho em equipe, buscando analisar o crescimento de cada um e do grupo como um todo, por meio de comparações: de onde partimos? Avançamos? Em que direção? Onde melhorar? Onde aperfeiçoar? Ou seja, a reflexão em conjunto pode auxiliar a equipe a obter um retrato de sua atenção.

Quando implantado com um sentido definido e um alcance planejado, o trabalho coletivo configura-se, pois, como a instância privilegiada do desenvolvimento social e profissional para toda equipe escolar.



3. OBJETIVOS DA GESTÃO



GERAL: Desenvolver um processo de avaliação que subsidie de forma eficaz a gestão da escola e de todas as pessoas envolvidas no processo educativo.

ESPECÍFICOS:

3.1.2.1. Realizar reuniões, periodicamente, com os segmentos da Escola para uma análise e reflexão do trabalho desenvolvido;

3.1.2.2. Aplicar instrumentos avaliativos (questionários, caixas de sugestões) com pais, estudantes, professores e funcionários buscando analisar se os objetivos propostos no Plano de Gestão estão sendo atingidos, bem como colher propostas para uma melhor eficácia;

3.1.2.3. Utilizar o uso do registro nos encontros avaliativos a fim de preservar a memória das decisões tomadas;

3.1.2.4. Tabular as respostas obtidas nos instrumentos avaliativos com a intenção de visualizar os pontos fortes e fracos, oportunidades de melhoria, comparativos, entre outros, para apresentação, posteriormente, em reuniões, para os segmentos da Escola.

3.1.2.5. Acompanhar os resultados da avaliação por meio dos indicadores selecionados.



4. METODOLOGIA DA GESTÃO



Ao longo da gestão, propõe-se um trabalho voltado em cima dos resultados da avaliação, pois ela mostra o que realmente precisa. A referida avaliação será realizada por meio de reuniões, encontros pedagógicos e administrativos, registros, aplicação de questionários, diálogos, utilização de caixa de sugestões, leituras e discussões coletivas, relatórios, tabulação de resultados e socialização dos resultados aos envolvidos no processo escolar.























































“Ninguém de nós é melhor do que todos nós juntos.”





Alessandra Camargo.

Plano de Gestão

O Plano de Gestão da Escola envolve aspectos administrativos e pedagógicos.
Operacionalizando e gerenciando o Projeto Pedagógico, o Plano de Gestão passa a ser um documento que avaliará periodicamente os objetivos e metas, bem como controlará e acompanhará o Plano de Ensino, ao longo de quatro anos.

Somente pela permanente avaliação dos objetivos e metas estabelecidos pelo Projeto Pedagógico e o controle e acompanhamento do Plano de Ensino, o Plano de Gestão poderá ser concretizado ao final de quatro anos.

O aspecto mais importante do Plano de Gestão é a sua capacidade de fazer funcionar o Projeto Pedagógico e o Plano de Ensino, na medida em que o Plano de Gestão venha garantir:

a- o alcance dos objetivos e metas traçadas;
b- o trabalho coletivo, e
c- a melhoria da qualidade de ensino na unidade escolar.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O povo na proclamação da República

Objetivos - Compreender a proclamação da República como um golpe desencadeado por forças militares sem grande resistência monarquista graças à crise desse sistema de governo.
- Avaliar a pequena participação da população no evento.

Conteúdos - Proclamação da República.
- Participação política popular.

Anos 8º e 9º.

Tempo estimado Duas aulas.

Desenvolvimento 1ª etapa Comece a conversa perguntando aos alunos o que eles entendem por participação política, registrando no quadro as ideias principais. Com base nesse primeiro apanhado, direcione o olhar da classe ao período que deseja estudar, a proclamação da República. Lance a seguinte questão: em termos de participação popular, o novo regime acena com mais ou menos oportunidades em relação à Monarquia? Apresente a proposta de investigar se a promessa de maior participação popular, de fato, se concretizou. Informe que a pesquisa será realizada por meio da análise de documentos de época. Para que eles se situem no tema, solicite a leitura do capítulo 1 do livro O Despertar da República.

2ª etapa Distribua para cada aluno uma cópia do seguinte texto:

"Por ora a cor do governo é puramente militar e deverá ser assim. O fato foi deles, deles só, porque a colaboração do elemento civil foi quase nula. O povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava." (Carta de Aristides Lobo [1838-1896] sobre o episódio de 15 de novembro de 1889.)

Oriente os alunos a se reunir em duplas para discutir o excerto do jurista e jornalista republicano e abolicionista. Peça que abordem dois pontos principais: a composição do primeiro governo republicano e a participação das camadas populares no episódio. Em seguida, organize a socialização das opiniões com a classe inteira. Discuta com o uso do termo "bestializado", acentuando a associação ao animal besta, numa indicação de estupidez e ignorância sobre o processo.

3ª etapa Distribua para cada aluno uma cópia do seguinte texto:

"Desenganem-se os idealistas: o povo fluminense não existe (...) Dirão que o povo fluminense fez a agitação abolicionista e a agitação republicana (...) O povo não fez nada disso. Um grupo de homens denodados, bastante ativo é certo, para parecer a multidão, fez o movimento abolicionista e o movimento republicano do Rio de Janeiro. Em volta desses campeões devotados acercavam-se curiosos; e foi só." (Raul Pompéia, Obras.)

Estimule um debate com a classe sobre a argumentação exposta no texto, iniciando pela discussão da expressão "o povo fluminense não existe". Por que o autor tem essa opinião? De acordo com ele, quem são os responsáveis pelos acontecimentos históricos? Por fim, convide a turma a refletir sobre o significado dos dois textos do século 19 à luz dos dias de hoje. É possível dizer que os fatos e processos narrados são totalmente anacrônicos ou permanecem atuais? Por quê?

Avaliação
Peça que os estudantes escrevam uma dissertação sobre a participação popular na proclamação da República, tendo como base as leituras realizadas. Avalie se eles compreendem que, apesar dos acenos a certa democratização do poder, o episódio foi um processo de que o povo pouco participou, sendo na maior parte das vezes apenas citado nos discursos da nova oligarquia que chegava ao poder.

História do Brasil República

O período que vai de 1889 a 1930 é conhecido como a República Velha. Este período da História do Brasil é marcado pelo domínio político das elites agrárias mineiras, paulistas e cariocas. O Brasil firmou-se como um país exportador de café, e a indústria deu um significativo salto. Na área social, várias revoltas e problemas sociais aconteceram nos quatro cantos do território brasileiro.
A República da Espada (1889 a 1894)
proclamação da República 
Proclamação da República (Praça da
Aclimação, atual Praça da República,
Rio de Janeiro, 15/11/1889)
Em 15 de novembro de 1889, aconteceu a Proclamação da República, liderada pelo Marechal Deodoro da Fonseca. Nos cinco anos iniciais, o Brasil foi governado por militares. Deodoro da Fonseca, tornou-se Chefe do Governo Provisório. Em 1891, renunciou e quem assumiu foi o vice-presidente Floriano Peixoto. 
O militar Floriano, em seu governo, intensificou a repressão aos que ainda davam apoio à monarquia.

A Constituição de 1891 ( Primeira Constituição Republicana)
Após o início da República havia a necessidade da elaboração de uma nova Constituição, pois a antiga ainda seguia os ideais da monarquia. A constituição de 1891, garantiu alguns avanços políticos, embora apresentasse algumas limitações, pois representava os interesses das elites agrárias do pais. A nova constituição implantou o voto universal para os cidadãos ( mulheres, analfabetos, militares de baixa patente ficavam de fora ). A constituição instituiu o presidencialismo e o voto aberto.
República das Oligarquias
O período que vai de 1894 a 1930 foi marcado pelo governo de presidentes civis, ligados ao setor agrário. Estes políticos saiam dos seguintes partidos: Partido Republicano Paulista (PRP) e Partido Republicano Mineiro (PRM). Estes dois partidos controlavam as eleições, mantendo-se no poder de maneira alternada. Contavam com o apoio da elite agrária do país.
Dominando o poder, estes presidentes implementaram políticas que beneficiaram o setor agrário do país, principalmente, os fazendeiros de café do oeste paulista.
Surgiu neste período o tenentismo, que foi um movimento de caráter político-militar, liderado por tenentes, que faziam oposição ao governo oligárquico. Defendiam a moralidade política e mudanças no sistema eleitoral (implantação do voto secreto) e transformações no ensino público do país. A Coluna Prestes e a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana foram dois exemplos do movimento tenentista.
Política do Café-com-Leite
A maioria dos presidentes desta época eram políticos de Minas Gerais e São Paulo. Estes dois estados eram os mais ricos da nação e, por isso, dominavam o cenário político da república. Saídos das elites mineiras e paulistas, os presidentes acabavam favorecendo sempre o setor agrícola, principalmente do café (paulista) e do leite (mineiro). A política do café-com-leite sofreu duras críticas de empresários ligados à indústria, que estava em expansão neste período.

Se por um lado a política do café-com-leite privilegiou e favoreceu o crescimento da agricultura e da pecuária na região Sudeste, por outro, acabou provocando um abandono das outras regiões do país. As regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste ganharam pouca atenção destes políticos e tiveram seus problemas sociais agravados.
Política dos Governadores
Montada no governo do presidente paulista Campos Salles, esta política visava manter no poder as oligarquias. Em suma, era uma troca de favores políticos entre governadores e presidente. O presidente apoiava os candidatos dos partidos governistas nos estados, enquanto estes políticos davam suporte a candidatura presidencial e também durante a época do governo.
O coronelismo
A figura do "coronel" era muito comum durante os anos iniciais da República, principalmente nas regiões do interior do Brasil. O coronel era um grande fazendeiro que utilizava seu poder econômico para garantir a eleição dos candidatos que apoiava. Era usado o voto de cabresto, em que o coronel (fazendeiro) obrigava e usava até mesmo a violência para que os eleitores de seu "curral eleitoral" votassem nos candidatos apoiados por ele. Como o voto era aberto, os eleitores eram pressionados e fiscalizados por capangas do coronel, para que votasse nos candidatos indicados. O coronel também utilizava outros "recursos" para conseguir seus objetivos políticos, tais como: compra de votos, votos fantasmas, troca de favores, fraudes eleitorais e violência.
O Convênio de Taubaté
Essa foi uma fórmula encontrada pelo governo republicano para beneficiar os cafeicultores em momentos de crise. Quando o preço do café abaixava muito, o governo federal comprava o excedente de café e estocava. Esperava-se a alta do preço do café e então os estoques eram liberados. Esta política mantinha o preço do café, principal produto de exportação, sempre em alta e garantia os lucros dos fazendeiros de café.
A crise da República Velha e o Golpe de 1930
Em 1930 ocorreriam eleições para presidência e, de acordo com a política do café-com-leite, era a vez de assumir um político mineiro do PRM. Porém, o Partido Republicano Paulista do presidente Washington Luís indicou um político paulista, Julio Prestes, a sucessão, rompendo com o café-com-leite. Descontente, o PRM junta-se com políticos da Paraíba e do Rio Grande do Sul (forma-se a Aliança Liberal ) para lançar a presidência o gaúcho Getúlio Vargas.
Júlio Prestes sai vencedor nas eleições de abril de 1930, deixando descontes os políticos da Aliança Liberal, que alegam fraudes eleitorais. Liderados por Getúlio Vargas, políticos da Aliança Liberal e militares descontentes, provocam a Revolução de 1930. É o fim da República Velha e início da Era Vargas.
Galeria dos Presidente da República Velha :  Marechal Deodoro da Fonseca (15/11/1889 a 23/11/1891), Marechal Floriano Peixoto (23/11/1891 a 15/11/1894), Prudente Moraes (15/11/1894 a 15/11/1898), Campos Salles (15/11/1898 a  15/11/1902) , Rodrigues Alves (15/11/1902 a 15/11/1906), Affonso Penna (15/11/1906 a 14/06/1909), Nilo Peçanha (14/06/1909 a 15/11/1910), Marechal Hermes da Fonseca (15/11/1910 a 15/11/1914), Wenceslau Bráz (15/11/1914 a 15/11/1918), Delfim Moreira da Costa Ribeiro (15/11/1918 a 27/07/1919), Epitácio Pessoa (28/07/1919 a 15/11/1922),
Artur Bernardes (15/11/1922 a 15/11/1926), Washington Luiz (15/11/1926 a 24/10/1930).

Proclamação da República no Brasil

Introdução

No final da década de 1880, a monarquia brasileira estava numa situação de crise, pois representava uma forma de governo que não correspondia mais às mudanças sociais em processo. Fazia-se necessário a implantação de uma nova forma de governo, que fosse capaz de fazer o país progredir e avançar nas questões políticas, econômicas e sociais.
Crise da Monarquia

A crise do sistema monárquico brasileiro pode ser explicada através de algumas questões:
  • Interferência de D.Pedro II nos assuntos religiosos, provocando um descontentamento na Igreja Católica;
  • Críticas feitas por integrantes do Exército Brasileiro, que não aprovavam a corrupção existente na corte. Além disso, os militares estavam descontentes com a proibição, imposta pela Monarquia, pela qual os oficiais do Exército não podiam se manifestar na imprensa sem uma prévia autorização do Ministro da Guerra;
  • A classe média (funcionário públicos, profissionais liberais, jornalistas, estudantes, artistas, comerciantes) estava crescendo nos grandes centros urbanos e desejava mais liberdade e maior participação nos assuntos políticos do país. Identificada com os ideais republicanos, esta classe social passou a apoiar o fim do império;
  • Falta de apoio dos proprietários rurais, principalmente dos cafeicultores do Oeste Paulista, que desejavam obter maior poder político, já que tinham grande poder econômico;
Diante das pressões citadas, da falta de apoio popular e das constantes críticas que partiam de vários setores sociais, o imperador e seu governo, encontravam-se enfraquecidos e frágeis. Doente, D.Pedro II estava cada vez mais afastado das decisões políticas do país. Enquanto isso, o movimento republicano ganhava força no Brasil.
A Proclamação da República

No dia 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, com o apoio dos republicanos, demitiu o Conselho de Ministros e seu presidente. Na noite deste mesmo dia, o marechal assinou o manifesto proclamando a República no Brasil e instalando um governo provisório.
Após 67 anos, a monarquia chegava ao fim. No dia 18 de novembro, D.Pedro II e a família imperial partiam rumo à Europa. Tinha início a República Brasileira com o Marechal Deodoro da Fonseca assumindo provisoriamente o posto de presidente do Brasil. A partir de então, o pais seria governado por um presidente escolhido pelo povo através das eleições. Foi um grande avanço rumo a consolidação da democracia no Brasil.

Proclamação da República no Brasil

Introdução 
 
No final da década de 1880, a monarquia brasileira estava numa situação de crise, pois representava uma forma de governo que não correspondia mais às mudanças sociais em processo. Fazia-se necessário a implantação de uma nova forma de governo, que fosse capaz de fazer o país progredir e avançar nas questões políticas, econômicas e sociais.
Crise da Monarquia

A crise do sistema monárquico brasileiro pode ser explicada através de algumas questões:
  • Interferência de D.Pedro II nos assuntos religiosos, provocando um descontentamento na Igreja Católica;
  • Críticas feitas por integrantes do Exército Brasileiro, que não aprovavam a corrupção existente na corte. Além disso, os militares estavam descontentes com a proibição, imposta pela Monarquia, pela qual os oficiais do Exército não podiam se manifestar na imprensa sem uma prévia autorização do Ministro da Guerra;
  • A classe média (funcionário públicos, profissionais liberais, jornalistas, estudantes, artistas, comerciantes) estava crescendo nos grandes centros urbanos e desejava mais liberdade e maior participação nos assuntos políticos do país. Identificada com os ideais republicanos, esta classe social passou a apoiar o fim do império;
  • Falta de apoio dos proprietários rurais, principalmente dos cafeicultores do Oeste Paulista, que desejavam obter maior poder político, já que tinham grande poder econômico;
Diante das pressões citadas, da falta de apoio popular e das constantes críticas que partiam de vários setores sociais, o imperador e seu governo, encontravam-se enfraquecidos e frágeis. Doente, D.Pedro II estava cada vez mais afastado das decisões políticas do país. Enquanto isso, o movimento republicano ganhava força no Brasil.
A Proclamação da República

No dia 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca, com o apoio dos republicanos, demitiu o Conselho de Ministros e seu presidente. Na noite deste mesmo dia, o marechal assinou o manifesto proclamando a República no Brasil e instalando um governo provisório.
Após 67 anos, a monarquia chegava ao fim. No dia 18 de novembro, D.Pedro II e a família imperial partiam rumo à Europa. Tinha início a República Brasileira com o Marechal Deodoro da Fonseca assumindo provisoriamente o posto de presidente do Brasil. A partir de então, o pais seria governado por um presidente escolhido pelo povo através das eleições. Foi um grande avanço rumo a consolidação da democracia no Brasil.

Tribuna do Norte | Morre o ex-reitor da UFRN Genário Fonseca

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