A Escola Estadual Professora Iracema Brandão de Araújo este ano apresentará o tema sobre o estado de Alagoas, já que o desfile deste ano em Acari tem como tema o Nordeste brasileiro e cada escola ficou com um estado para representar no desfile. O tema da Escola é Alagoas berço histórico, cultural e social do Nordeste brasileiro.
Alagoas
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Nota: Para outros significados, veja Alagoas (desambiguação).
Estado de Alagoas | |
Lema: Paz e prosperidade | |
Hino: Hino do estado de Alagoas | |
Gentílico: Alagoano ou alagoense (mais raro) | |
Localização | |
- Região | Nordeste |
- Estados limítrofes | SE, PE e BA |
- Mesorregiões | 3 |
- Microrregiões | 13 |
- Municípios | 102 |
Capital | |
Governo | 2011 a 2015 |
- Governador(a) | Teotônio Vilela Filho (PSDB) |
- Vice-governador(a) | José Thomaz Nonô (DEM) |
- Deputados federais | 9 |
- Deputados estaduais | 27 |
- Senadores | Benedito de Lira (PP) Fernando Collor (PTB) Renan Calheiros (PMDB) |
Área | |
- Total | 27 767,661 km² (25º) [1] |
População | 2010 |
- Estimativa | 3 120 922 hab. (15º) |
- Censo 2000 | 2 819 172 hab. |
- Densidade | 112,39 hab./km² (4º) |
Economia | 2008[2] |
- PIB | R$19,477 bilhões (21º) |
- PIB per capita | R$6.227,50 (25º) |
Indicadores | 2008.[3] |
- Esper. de vida | 67,2 anos (27º) |
- Mort. infantil | 48,2‰ nasc. (27º) |
- Analfabetismo | 25,7% (27º) |
- IDH (2005) | 0,677 (27º) – médio[4] |
Fuso horário | UTC-3 |
Clima | Tropical As |
Cód. ISO 3166-2 | BR-AL |
Site governamental | www.agenciaalagoas.al.gov.br |
É formado por 102 municípios e suas cidades mais populosas são Maceió, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Rio Largo, Penedo, União dos Palmares, São Miguel dos Campos, Santana do Ipanema, Delmiro Gouveia, Coruripe, Marechal Deodoro e Campo Alegre.
Penúltimo Estado brasileiro em área (mais extenso apenas que Sergipe) e 16º em população, é um dos maiores produtores de cana-de-açúcar e coco-da-baía do país e tem na agropecuária a base de sua economia.
Terra do sururu, marisco das lagoas que serve de alimento à população do litoral, e da água de côco. Alagoas possui também um dos folclores mais ricos do país.
Inicialmente o território alagoano constituía a parte sul da Capitania de Pernambuco e só conseguiu sua autonomia em 1817. Sua ocupação decorreu da expansão para o sul da lavoura de cana-de-açúcar da capitania, que necessitava de novas áreas de cultivo. Surgiram assim Porto Calvo, Alagoas (atual Marechal Deodoro) e Penedo, núcleos que orientavam por muito tempo a colonização e a vida econômica e social da região.
A invasão holandesa em Pernambuco estendeu-se a Alagoas em 1631. Os invasores foram expulsos em 1645, depois de intensos combates em Porto Calvo, deixando a economia local totalmente desorganizada.
A fuga de escravos negros durante a invasão holandesa criou um sério problema de falta de mão-de-obra nas plantações de cana. Agrupados em aldeamentos denominados quilombos, os negros só foram dominados completamente no final do século XVII, com a destruição do quilombo mais importante, o de Palmares.
Durante o Império, a Confederação do Equador (1824) movimento separatista e republicano, recebeu o apoio de destacadas figuras alagoanas. Na década de 1840, a vida política local foi marcada pelo conflito entre os lisos, conservadores, e os cabeludos, liberais.
No início do século XX, o sertão alagoano viveu a experiência pioneira de Delmiro Gouveia, empresário pernambucano que instalou em Pedra a fábrica de linhas Estrela, que chegou a produzir 200 mil carreteis diários. Delmiro Gouveia foi assassinado em outubro de 1917 em circunstâncias até hoje não esclarecidas, depois de ser pressionado, segundo consta, a vender sua fábrica e firmas concorrentes estrangeiras. Depois de sua morte, suas máquinas teriam sido destruídas a atiradas na cachoeira de Paulo Afonso.
Apelidada de Terra dos Marechais, por nela terem nascidos os marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, Alagoas deu ao país numerosos brasileiros ilustres entre os quais o antropólogo Arthur Ramos, o maestro Heckel Tavares, o filólogo Aurélio Buarque de Holanda, o poeta Jorge de Lima, os juristas Pontes de Miranda e Marcos Bernardes de Mello, além dos escritores Jorge de Lima, Lêdo Ivo e Graciliano Ramos.
Índice[esconder] |
[editar] Etimologia
O latim lacus, "tanque, lago" é a fonte, no acervo vocabular primtivo, do português, espanhol e italiano lago,[5] francês lac,[6] um seu derivado, o latim lacuna, "fojo, buraco", "falta, carência, omissão", explica o espanhol e italiano laguna.[7][8] Mas o português lagoa,[5] coincidente com a variante espanhola lagona, mirandês llagona, supõe mudança de sufixo,[9] documentada já em 938 num documento de Valencia, sob a grafia lacona,[5] e noutro de 1094, de Sahagún, sob a grafia lagona.[5] O português lagoa sob a grafia lagona (talvez lagõna), é documentado no século XIV,[5] e alternou com a outra por longo tempo; a prótese se explica já por incorporação do artigo, sobretudo em locuções (na lagoa, vindo da lagoa),[5] já por regularização morfológica com os derivados do verbo alagar (alagadiço, alagado, alagador, alagamento, etc.).[5]O nome aparece como concorrente dos nomes das lagoas Manguaba e Mundaú, aquela "alagoa do sul", esta "alagoa do norte", já no século XVI, quando se fundam perto os núcleos de povoamento de Alagoa do Norte e Alagoa do Sul, as Alagoas, com inclusão das demais da área.[10]
O sufixo do gentílico é o característico da área gentílica de -ano do Brasil (paraibano, pernambucano, alagoano, sergipano, baiano, goiano, a que viria juntar-se acriano).[5]
[editar] História
Quando da instituição do sistema de Capitanias Hereditárias (1534), integrava a Capitania de Pernambuco, e a sua ocupação remonta à fundação da vila do Penedo (1545), às margens do rio São Francisco, pelo donatário Duarte Coelho, que incentivou a fundação de engenhos na região. Palco do naufrágio da Nau Nossa Senhora da Ajuda e subsequente massacre dos sobreviventes, entre os quais o Bispo D. Pero Fernandes Sardinha, pelos Caeté (1556), o episódio serviu de justificativa para a guerra de extermínio movida contra esse grupo indígenas pela Coroa portuguesa.
Ao se iniciar o século XVII, além da lavoura de cana-de-açúcar, a região de Alagoas era expressiva produtora regional de farinha de mandioca, tabaco, gado e peixe seco, consumidos na Capitania de Pernambuco. Durante as invasões holandesas do Brasil (1630-1654), o seu litoral se tornou palco de violentos combates, enquanto que, nas serras de seu interior, se multiplicaram os quilombos, com os africanos evadidos dos engenhos de Pernambuco e da Bahia. Palmares, o mais famoso, chegou a contar com vinte mil pessoas no seu apogeu.
Constituiu-se em a Comarca de Alagoas em 1711, e foi desmembrado da Capitania de Pernambuco (Decreto de 16 de setembro de 1817), em consequência da Revolução Pernambucana daquele ano. O seu primeiro governador, Sebastião Francisco de Melo e Póvoas, assumiu a função a 22 de janeiro de 1819.
Durante o Brasil Império (1822-1889), sofreu os reflexos de movimentos como a Confederação do Equador (1824) e a Cabanagem (1835-1840). A Lei Provincial de 9 de dezembro de 1839 transferiu a capital da Província da cidade de Alagoas (hoje Marechal Deodoro), para a vila de Maceió, então elevada a cidade.
A primeira Constituição do Estado foi assinada em 11 de junho de 1891, em meio a graves agitações políticas que assinalaram o início da vida republicana. Os dois primeiros presidentes da República do Brasil, Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, nasceram no estado.
[editar] Primeiras notícias
Barra Grande deve ter sido o primeiro ponto do território das Alagoas visitado pelos descobridores, por ocasião da viagem de Américo Vespúcio, em 1501.[11] Embora não haja referência àquele porto, excelente para a acolhida de navios, como a expedição vinha do norte para o sul, cabe crer que tenha ocorrido ali o primeiro contato com a terra alagoana.[12] A 29 de setembro Vespúcio assinalou um rio a que chamou São Miguel, no território percorrido;[12] a 4 de outubro denominou São Francisco o rio então descoberto, hoje limite de Alagoas com Sergipe.[13]
Sem sombra de dúvida, nas décadas seguintes, os franceses andaram pela costa alagoana, no tráfico do pau-brasil com os selvagens dos arredores.[14] Até hoje o porto do Francês documenta a presença, ali, daquele povo.[14]
Duarte Coelho, primeiro donatário da capitania de Pernambuco,[12] realizou uma excursão ao sul; não há documentos que a comprove, mas há evidências de que tenha sido realizada em 1545 e de que dela resulte a fundação de Penedo, às margens do rio São Francisco.[15]
Em 1556, voltava da Bahia para Portugal o bispo dom Pero Fernandes Sardinha, quando seu navio naufragou defronte da enseada do hoje pontal do Coruripe.[16] Sardinha foi morto e devorado pelos caetés, uma das numerosas tribos indígenas então existentes na região.[16] Perdura a crença popular de que a ira divina secou e esterilizou todo o chão manchado pelo sangue do religioso.[17] Para vingá-lo, Jerônimo de Albuquerque comandou uma expedição guerreira contra os caetés, destruindo-os quase completamente.[17]
Em 1570, uma segunda bandeira enviada por Duarte Coelho, comandada por Cristóvão Lins, explorou o norte de Alagoas, onde fundou Porto Calvo e cinco engenhos, dos quais subsistem dois, o Buenos Aires e o Escurial.[18] Neste último repousou, em 1601, o corsário inglês Anthony Knivet, que viajara por terra após fugir da Bahia, onde estivera prisioneiro dos portugueses.[17]
[editar] A guerra holandesa
No princípio do século XVII, Penedo, Porto Calvo e Alagoas já eram freguesias,[19] admitindo-se que tais títulos lhes tivessem sido conferidos ainda no século anterior.[17] Foram vilas, porém, em 1636.[19] Repousando a economia regional na atividade açucareira, tornaram-se os engenhos de açúcar os núcleos principais da ocupação da terra.[17] A partir de 1630, Alagoas, atingida pela invasão holandesa,[20] teve povoados, igrejas e engenhos incendiados e saqueados.[17]
Os portugueses reagiram duramente.[17] Batidos por sucessivos reveses, os holandeses já desanimavam, pensando em retirar-se, quando para eles se passa o mameluco Domingos Fernandes Calabar, de Porto Calvo.[21] Grande conhecedor do terreno, orientou os holandeses em uma nova expedição a Alagoas.[21] Os invasores aportaram à Barra Grande, de onde passaram a vários pontos, sempre com bom êxito.[17] Em Santa Luzia do Norte, a população, prevenida, ofereceu resistência.[22] Após encarniçada peleja, os holandeses recuaram e retornaram a Recife.[17] Mas, caindo em seu poder o arraial do Bom Jesus, entre Recife e Olinda, obtiveram várias vitórias.[17]
Alagoas, Penedo e Porto Calvo: eis os pontos principais onde se trava a luta em terras alagoanas.[17] Por fim, os portugueses retomaram Porto Calvo e aprisionaram Calabar, que morreu na forca em 1635.[21] Clara Camarão, uma porto-calvense de sangue indígena, também se salientou na luta contra os holandeses.[23] Acompanhou o marido, o índio Filipe Camarão, em quase todos os lances e arregimentou outras mulheres, tomando-lhes a frente.[17]
[editar] Palmares
Por volta de 1641, afirmava um chefe holandês estar quase despovoada a região.[24] Maurício de Nassau pensou em repovoá-la,[24] mas o projeto não foi adiante.[17] Na época também se produzia fumo em Alagoas, considerado de excelente qualidade o de Barra Grande.[17] Em 1645, a população participou da reação nacionalista, integrando-se na luta sob o comando de Cristóvão Lins, neto e homônimo do primeiro povoador de Porto Calvo. Expulsos os holandeses do território alagoano, em setembro de 1645,[25] prossegue a população em sua luta contra eles, já agora, todavia, em território pernambucano.[17]Em fins do século XVII intensificam-se as lutas contra os quilombos negros reunidos nos Palmares.[26] Frustradas as primeiras tentativas de Domingos Jorge Velho, sobretudo em 1692,[27] dois anos depois o quilombo é derrotado,[28] com o ataque simultâneo de três colunas:[17] uma, dos paulistas de Domingos Jorge; outra, de pernambucanos, sob o comando de Bernardo Vieira de Melo;[17] e a terceira, de alagoanos, comandados por Sebastião Dias.[17] Palmares começara a formar-se ainda nos fins do século XVI, e resistiu a sucessivos ataques durante quase um século.[29]
Um dos maiores redutos de escravos foragidos do Brasil colonial,[30] Palmares ocupava inicialmente a vasta área que se estendia, coberta de palmeiras, do cabo de Santo Agostinho ao rio São Francisco.[29] A superfície do quilombo, progressivamente reduzida com o passar do tempo, concentrar-se-ia, em fins do século XVII, na ainda extensa região delimitada pelas vilas de Una e Serinhaém, em Pernambuco, e Porto Calvo, Alagoas e São Francisco (Penedo), em Alagoas.[29] Os escravos haviam organizado no reduto um verdadeiro estado, segundo os moldes africanos, com o quilombo constituído de povoações diversas (mocambos), pelo menos 11, governadas por oligarcas, sob a chefia suprema do rei Ganga-Zumba.[29] A partir de 1667, amiudaram-se as entradas contra os negros, a princípio com a finalidade de recapturá-los, em seguida com a de conquistar as terras de que se haviam apoderado.[29] As investidas do sargento-mor Manuel Lopes (1675)[31] e de Fernão Carrilho (1677)[31] seriam desastrosas para os quilombolas, obrigados a aceitar a paz em condições desfavoráveis.[17] Apesar desse revés, a luta prosseguiria, liderada por Zumbi, sobrinho de Ganga-Zumba, contra cujas hostes aguerridas, em seguida a uma primeira expedição punitiva, em 1679,[17] e a diferentes entradas sem maiores consequências, se voltaria finalmente o bandeirante paulista Domingos Jorge Velho, para tanto contratado pelo governador de Pernambuco, João da Cunha Souto Maior.[32] Nos primeiros meses de 1694, aliado a destacamentos alagoanos e pernambucanos, sob o comando, respectivamente, de Sebastião Dias e Bernardo Vieira de Melo, Velho liquidaria a derradeira resistência do quilombo.[33] Zumbi lograria escapar, arregimentando novos combatentes, mas, traído, ver-se-ia envolvido por forças inimigas, com cerca de vinte de seus homens, perecendo em luta, a 20 de novembro de 1695.[34] Desaparecia, após mais de sessenta anos, o quilombo dos Palmares, "o maior protesto ao despotismo que uma raça infeliz traçou à face do mundo", no dizer de Craveiro Costa.[35]
[editar] Criação da comarca
Já então apresentavam as Alagoas indícios de prosperidade e desenvolvimento, quer do ponto de vista econômico, quer do cultural.[35] Sua principal riqueza era o açúcar, sendo além disso produzidos, embora em menor escala, mandioca, fumo e milho; couros, peles e pau-brasil eram exportados.[35] As matas abundantes forneciam madeira para a construção de naus. Nos conventos de Penedo e das Alagoas os franciscanos mantinham cursos e publicavam sermões e poesias.[35] Tudo isso justificou o ato régio de 9 de outubro de 1710, criando a comarca das Alagoas,[36] que somente se instalou em 1711.[37] Daí em diante, a organização judiciária restringia o arbítrio feudal dos senhores, e até o dos representantes da metrópole. A comarca desenvolvia-se.[35] Já em 1730 o governador de Pernambuco, propondo a el-rei a extinção da decadente capitania da Paraíba, assinalava a prosperidade de Alagoas, com seus quase cinquenta engenhos, dez freguesias, e apreciável renda para o erário real.[38] Ao lado do açúcar, incrementou-se a cultura do algodão.[35] Seu cultivo foi introduzido na década de 1770;[35] em 1778, já se exportavam para Lisboa amostras de algodão tecido nas Alagoas.[35] Em Penedo e Porto Calvo, fabricava-se pano ordinário, para uso, sobretudo, de escravos. Em 1754, frei João de Santa Ângela publicou, em Lisboa, seu livro de sermões e poesias;[39] é a primeira obra de um alagoano.[39] A população crescia, distribuindo-se em várias atividades.[35] Um cômputo demográfico mandado realizar em 1816 pelo ouvidor Antônio Ferreira Batalha registrava uma população de 89.589 pessoas.[35][editar] Capitania independente
Três anos depois, em 1819, novo recenseamento acusou uma população de 111.973 pessoas.[35] Contavam-se, então, na província, oito vilas.[35] Alagoas já se constituíra capitania independente da de Pernambuco, criada pelo alvará de 16 de setembro de 1817.[40] A repercussão da Revolução Pernambucana desse ano contribuiu para facilitar o processo de emancipação.[35] O ouvidor Batalha foi o principal mentor da gente alagoana.[35] Aproveitando-se da situação e infringindo as próprias leis régias, desmembrou a comarca da jurisdição de Pernambuco e nela constituiu um governo provisório.[35] Esses atos foram suficientes para abrir caminhos que levaram D. João a sancionar o desmembramento.[35] Sebastião Francisco de Melo e Póvoas, governador nomeado, só assumiu o governo a 22 de janeiro de 1819.[41]Acentuou-se a partir de então o surto de prosperidade de Alagoas.[35] Em 17 de agosto de 1831 apareceu o Íris Alagoense, primeiro jornal publicado na província, assim considerada a partir da independência do Brasil e organização do império.[42] É certo que os primeiros anos de independência não foram fáceis.[35] Uma sequência de movimentos abalou a vida provincial:[35] em 1824, a Confederação do Equador;[35] em 1832-1835, a Cabanada; em 1844, a rebelião conhecida como Lisos e Cabeludos;[35] em 1849, a repercussão da revolução praieira.[35]
[editar] Mudança da capital
Em 1839 a capital, então situada na velha cidade das Alagoas, foi transferida para a vila de Maceió, localizada à beira-mar, no caminho entre o norte, o centro e o sul da província.[43] No processo de mudança defrontaram-se as duas facções políticas mais importantes, uma chefiada pelo mais tarde visconde de Sinimbu,[35] outra pelo juiz Tavares Bastos,[35] pai do futuro pensador Tavares Bastos, nascido, aliás, nesse ano de 1839.[44] Naquele momento a província possuía oito vilas.[35] Desde 1835 funcionava a assembleia provincial.[35]No governo da província sucediam-se os presidentes nomeados pelo imperador, nem sempre interessados pelos destinos da terra, outras vezes envolvidos por lutas partidárias.[35] A província, contudo, progredia.[35] No campo da economia, vale salientar a fundação, em 1857, da primeira fábrica alagoana de tecidos, a Companhia União Mercantil, no distrito de Fernão Velho.[45] Idealizou-a o barão de Jaraguá, contribuindo dessa forma para o fomento da economia regional.[35] Trinta anos mais tarde, fundou-se a Companhia Alagoana de Fiação e Tecidos, que em 15 de outubro de 1888 se instalou em Rio Largo.[46] Seguiu-se a esta, em 30 de setembro de 1892, a fundação da Companhia Progresso Alagoano, em Cachoeira.[35] Dessa atividade têxtil surgiram, com grande prestígio nacional, as toalhas da Alagoana.[35]
O ensino recebeu incentivo com a instalação em 1849, do Liceu Alagoano, destinado ao nível médio;[45] é hoje o Colégio Estadual de Alagoas.[45] O ensino primário, já beneficiado em 1864 pelo estabelecimento de uma escola normal,[35] hoje funcionando sob a denominação de Instituto de Educação,[35] recebeu expressivo impulso com a criação de novas escolas.[35] Com a fundação, em 1869, do Instituto Arqueológico e Geográfico Alagoano, hoje Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas,[47] desenvolveram-se os estudos históricos e geográficos.[35] Do final do império ao início da república, incrementou-se o movimento para a construção de engenhos centrais e aperfeiçoamento técnico da fabricação de açúcar, o que iria dar origem às usinas, a primeira delas constituída, todavia, já no período republicano.[48]
Os movimentos abolicionista e republicano dos últimos anos da monarquia atingiriam a província, o primeiro deles através da Sociedade Libertadora Alagoana e dos jornais Gutenberg e Lincoln.[48] A campanha abolicionista mobilizou a intelectualidade alagoana, sem entretanto chegar aos excessos da violência.[48] Professores e jornalistas atraíram a mocidade para a campanha, e após a abolição, em 1888, foi um mestre como Francisco Domingues da Silva que teve a iniciativa da criação de um instituto de ensino profissional, destinado aos filhos dos ex-escravos.[48]
[editar] República
O movimento republicano, intensificado pela abolição, traduziu-se nas atividades da imprensa e clubes de propaganda.[48] O mais importante destes foi o Centro Republicano Federalista, também, de certo, o mais antigo; outros foram o Clube Federal Republicano e o Clube Centro Popular Republicano Maceioense, ambos existentes na capital no momento da proclamação.[48] No interior havia igualmente outros clubes de propaganda. O Gutenberg era o órgão de imprensa mais veemente na difusão da ideia republicana.[48]
No mesmo dia em que, no Rio de Janeiro, era proclamada a república, em Maceió assumia a presidência o dr. Pedro Ribeiro Moreira, último delegado do governo imperial para a província.[48] Confirmada a mudança do regime, organizou-se a princípio uma junta governativa, mas a 19 de novembro o marechal Deodoro designou o irmão, Pedro Paulino da Fonseca, para governar o novo estado.[48] Foi ele também o primeiro governador eleito após promulgada a constituição estadual, em 12 de junho de 1891.[49]
Perturbados e incertos decorreram os primeiros dez anos de vida republicana, na província.[48] Governos se sucediam, nomeados pelo poder central ou eleitos pelo povo, mas quase sempre substituídos ou depostos.[48] Constituíram-se várias juntas governativas, numa ou noutra oportunidade.[48] Somente no fim do século XIX, ou melhor, já nos primeiros anos do século XX, a situação se consolidou com os governos do barão de Traipu e de Euclides Malta, o primeiro da chamada "oligarquia Malta", que se prolongou até 1912.[48] Euclides governou de 1900 a 1903;[48] sucedeu-lhe o irmão, Joaquim Paulo, no período de 1903 a 1906;[48] Euclides voltou ao poder de 1906 a 1909, e, reelegendo-se nesse ano, permaneceu por mais um triênio, até 1912.[48]
Os 12 primeiros anos do século se assinalaram por lutas partidárias.[48] Contudo, não houve paralisação nas diferentes atividades do estado.[48] Maceió ganhou numerosos prédios públicos, como o palácio do governo, inaugurado a 16 de setembro de 1902, o Teatro Deodoro e o edifício da municipalidade, ainda hoje existentes.[48] Com a atividade pedagógica de Alfredo Rego, procedeu-se à reforma do ensino, atualizando a anterior, ainda dos fins do império, orientada por Manuel Baltasar Pereira Diegues Júnior, criador do Instituto de Professores, posteriormente chamado Pedagogium, iniciativa pioneira na época.[48] Nova remodelação do ensino se fez em 1912-1914, sob a orientação do segundo daqueles educadores. Criou-se o primeiro grupo escolar.[48]
Em 1912, o Partido Democrata conseguiu derrotar a oligarquia Malta depois de enérgica campanha, em que se registraram ferrenhas lutas de rua, inclusive com a morte do poeta Bráulio Cavalcanti, em praça pública, quando participava de um comício democrático.[48] Clodoaldo da Fonseca, governador eleito, embora não fosse alagoano, ligava-se ao estado através da família:[48] era sobrinho de Deodoro e filho de Pedro Paulino e, assim, parente do marechal Hermes, então presidente da república.[48]
As lutas contra os Malta envolveram igualmente os grupos do culto afro-brasileiro. Xangôs e candomblés, diziam os jornais da oposição, tinham o governador Malta como estimulador.[48][50] Entre papéis de orações, de panos com símbolos desenhados de Ogum, de Ifá, de Exu, foram encontrados retratos dos chefes democratas da oposição.[50] O grupo que apoiava o governador era chamado de Leba, por alusão a uma das figuras do orixá dos xangôs.[50] O que valeu de tudo isso é que o acervo apreendido pela polícia se preservou — peças, objetos, insígnias e símbolos do culto, conservados no museu do Instituto Histórico como uma das coleções mais preciosas do culto afro-brasileiro.[50]
Até 1930 o Partido Democrata manteve a situação, através dos governadores que sucederam a Clodoaldo.[50] Cada um deles deu uma contribuição para o progresso do estado.[50] Abriram-se estradas de rodagem em direção ao norte e ao centro, e posteriormente o trecho de Atalaia e a Palmeira dos Índios, estrada de penetração para a zona sertaneja;[50] construíram-se grupos escolares em quase todos os municípios;[50] Maceió renovou-se com a abertura de ruas e avenidas;[50] combateu-se a criminalidade, principalmente com o movimento contra o banditismo, que culminaria, em 1938, com o extermínio do grupo de Lampião;[50] promoveram-se pesquisas petrolíferas.[50] As sucessões políticas praticamente se fizeram sem luta, pois quase sempre predominava o candidato único, oriundo do Partido Democrata.[50]
Com a vitória da revolução de outubro de 1930, também sem luta armada no estado, iniciou-se o sistema de interventores (com breve interrupção entre 1935 e 1937) até 1947, quando a redemocratização do país propiciou a promulgação de uma nova constituição para o estado.[50] O chamado período das interventorias foi igualmente fecundo, malgrado a falta de continuidade nas administrações, quase sempre de curtos períodos.[50] Nesse período, entre outros fatos marcantes destacaram-se os trabalhos de pesquisa do petróleo;[50] a construção do porto de Maceió, inaugurado em 1940;[50] o incremento das atividades econômicas, sobretudo com a diversificação da produção agrícola e a implantação da indústria leiteira em Jacaré dos Homens, constituindo-se a cooperativa de laticínios para a produção de leite, manteiga e queijo;[50] o incremento do ensino rural e a ampliação do cooperativismo.[50] Tal desenvolvimento possibilitou que, no período da segunda guerra mundial, Alagoas contribuísse, de maneira efetiva, para o abastecimento de estados vizinhos, sem prejuízo de sua colaboração para o esforço de guerra.[50] Constituiu-se, com a criação da usina Caeté, a primeira cooperativa de plantadores de cana.[50]
As atividades intelectuais também se desenvolveram, não apenas com o Instituto Histórico, mas ainda com a criação da Academia Alagoana de Letras, em 1919,[51] e a formação de centros literários de jovens como a Academia dos Dez Unidos, o Cenáculo Alagoano de Letras e o Grêmio Literário Guimarães Passos.[50] Em 1931, fundou-se a Faculdade de Direito, e em 1954 a Faculdade de Ciências Econômicas.[50] Depois essas duas faculdades, e mais as de odontologia, medicina, engenharia e serviço social uniram-se para formar a Universidade Federal de Alagoas.[50]
As lutas políticas estaduais ganharam força na década de 1950.[50] Quando da tentativa de impeachment do governador Muniz Falcão, em 1957, um tiroteio na assembleia legislativa causou a morte do deputado Humberto Mendes, sogro do governador.[52] E em toda a segunda metade do século XX manteve-se a tensão política, enquanto os ganhos oriundos do sal-gema, do açúcar e do petróleo não beneficiavam a população.[50]
Em 1979, o ex-governador Arnon de Melo, então senador, conseguiu do governo militar a nomeação de seu filho Fernando Afonso Collor de Melo, para prefeito de Maceió.[53] Em 1988, um acordo entre Collor, já então governador, e as usinas de açúcar e álcool, principais contribuintes do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços no estado, permitiu que estas reduzissem sua carga tributária.[50] A queda de receita agravou a histórica crise social e econômica do estado e gerou um quadro falimentar que levou o governo federal a uma intervenção não-oficial em 1997.[50] Depois de nomeado um novo secretário de Fazenda, o governador Divaldo Suruagy se afastou, cedendo o posto ao vice-governador.[49]
[editar] Geografia
- a baixada litorânea,[54] com extensos areais (praias e restingas) dominados por elevações de topo plano (tabuleiros areníticos);[56]
- uma faixa de colinas e morros argilosos,[54] imediatamente a oeste, com solos espessos e relativamente ricos;
- o pediplano,[54] ocupando todo o interior,[57] com solos ricos,[57] porém rasos, e uma topografia levemente ondulada,[57] da qual despontam as serras de Mata Grande e Água Branca,[57] no extremo oeste do estado;[57]
- a encosta meridional do planalto da Borborema,[54] no centro-norte, parte mais elevada de Alagoas;[57]
- e planícies aluviais (várzeas), ao longo dos rios,[57] inclusive o delta e a várzea do baixo São Francisco (margem esquerda), com solos anualmente renovados por cheias periódicas.[57]
Três tipos de cobertura vegetal,[58] em grande medida modificados pela ação do homem,[58] revestiam o território alagoano: a floresta tropical na porção úmida do estado (microrregião da mata alagoana);[54] o agreste, vegetação de transição para um clima mais seco, no centro;[58] e a caatinga, no oeste.[54] Toda a metade oriental do estado possui clima do tipo As, de Köppen,[57] quente (médias anuais superiores a 24°C),[54] com chuvas de outono-inverno relativamente abundantes (mais de 1.400mm).[54] No interior dominam condições semi-áridas,[54] clima BSh,[54] caindo a pluviosidade abaixo de 1.000mm;[58] essa região está incluída no chamado Polígono das Secas.[58] As estações do ano são perfeitamente definidas pela periodicidade das chuvas.[58] O verão tem início em setembro e termina em fevereiro e o "inverno" começa aproximadamente em março,[58] terminando em agosto.[58] A temperatura não sofre grandes oscilações, variando, no litoral,[58] entre 22,5 e 28°C,[58] e no sertão,[58] entre 17 e 33°C.[58]
O estado encontra-se com 44,36% de seu território dentro do polígono das secas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).[59]
[editar] Demografia
Cor/Raça | Porcentagem |
---|---|
Brancos | 36% |
Negros | 3% |
Pardos | 59% |
A população branca do estado é descendente em sua grande parte de portugueses. Os pardos são compostos da mistura entre negros, índios e brancos. Os índios não apareceram na pesquisa, embora haja presença indígena no interior do estado. Os autodeclarados negros perfazem o menor grupo étnico alagoano. Atualmente, um expressivo número de estrangeiros, principalmente da Itália, Portugal, Espanha e Inglaterra, tem procurado residência em Alagoas, estabelecendo-se principalmente na região litorânea, atraídos pelas belezas naturais.
[editar] Indicadores
As pessoas na faixa etária de 0 a 14 anos representam 40,3% do total da população; os habitantes na faixa etária de 15 a 59 anos respondem por 53,3% do total e aqueles de 60 anos ou mais representam apenas 6,4% da população. Um total de 58,3% da população vive nas zonas urbanas, enquanto 41,7% encontram-se na zona rural. A população de mulheres corresponde a 51,2% do total de habitantes e os homens somam 48,8%. O índice de mortalidade do Estado é de 6,2 por mil habitantes e a taxa de mortalidade infantil é de aproximadamente 66 óbitos antes de completar um ano de idade, para cada mil crianças nascidas vivas. [carece de fontes]Alagoas apresenta o menor IDH do Brasil: 0,677, equivalente ao IDH do Gabão, 119º do mundo.[4] As cidades do Litoral e o centro do estado apresentam IDH médio, que varia de 0,551 a 0,750. Enquanto as cidades do oeste, mais conhecido como "sertão", apresentam IDH baixo, que varia de 0,460 a 0,560.[carece de fontes]
[editar] Crescimento populacional
Ano | Habitantes |
---|---|
1872 | 348.009 |
1890 | 511.440 |
1900 | 649.273 |
1920 | 978.748 |
1940 | 951.300 |
1950 | 1.093.137 |
1960 | 1.258.107 |
1970 | 1.588.109 |
1980 | 1.982.591 |
1991 | 2.512.991 |
1996 | 2.633.251 |
2000 | 2.819.172 |
2007 | 3.037.103 |
2010 | 3.120.922 |
(censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)[60] | Cidades mais populosas de Alagoas|||||||||||
---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Maceió Arapiraca | |||||||||||
Posição | Cidade | Pop. | Posição | Cidade | Pop. | São Miguel dos Campos Delmiro Gouveia | |||||
1 | Maceió | 932 608 | 11 | Marechal Deodoro | 45 994 | ||||||
2 | Arapiraca | 214 067 | 12 | Santana do Ipanema | 44 949 | ||||||
3 | Palmeira dos Índios | 70 434 | 13 | Atalaia | 44 379 | ||||||
4 | Rio Largo | 68 512 | 14 | Teotônio Vilela | 41 158 | ||||||
5 | União dos Palmares | 62 401 | 15 | Girau do Ponciano | 36 625 | ||||||
6 | Penedo | 60 389 | 16 | Pilar | 33 312 | ||||||
7 | São Miguel dos Campos | 54 591 | 17 | São Luís do Quitunde | 32 416 | ||||||
8 | Coruripe | 52 160 | 18 | São Sebastião | 32 007 | ||||||
9 | Campo Alegre | 50 831 | 19 | São José da Tapera | 30 140 | ||||||
10 | Delmiro Gouveia | 48 090 | 20 | Maragogi | 28 746 |
[editar] Povos indígenas
- Aconã
- Carapotós
- Cariris-xocós
- Caruazus
- Catokinn
- Jeripancó
- Kalankó
- Koiupanká
- Tingui-botós
- Uassu-cocal
- Xucurus-cariris
[editar] Economia
[editar] Setor primário
Entre os principais produtos agrícolas cultivados no Estado encontram-se o abacaxi, o coco, a cana-de-açúcar, o feijão, o fumo, a mandioca, o algodão,o arroz e o milho. O estado Alagoas é o maior produtor de cana-de-açúcar do nordeste e um dos maiores produtores de açúcar do mundo, A Rússia é seu maior comprador, 75% do açúcar consumido na Rússia é alagoano.Na pecuária, destacam-se as criações de aves, equinos, bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos e suínos.
Existem também no estado, reservas minerais de sal-gema, Alagoas é o maior produtor de gás natural do Brasil ALGÁS, além do petróleo já mencionado.
[editar] Setor secundário
A atividade industrial tem como sub-setores predominantes o químico, a produção de açúcar e álcool, de cimento, e o processamento de alimentos. Ultimamente tem crescido bastante a instalação de novas indústrias em Alagoas (em apenas 1 ano chegaram 12).Atualmente as empresas que se instalam em Alagoas estão em um franco desenvolvimento, caracterizando um estado sólido para investimento na região Nordeste.
A participação da indústria da cultura canavieira na economia do estado atinge 45 por cento. As outras atividades que possuem contribuição significativa são o turismo, com 23%, a indústria alimentícia, com 20% e a de química e mineração, com 12%.
[editar] Setor terciário
Nos últimos anos, Alagoas se destaca por ser um dos estados mais procurados no Brasil pelos turistas, inclusive estrangeiros vindos sobretudo da Itália, Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha e Argentina. O turismo tem crescido nas praias do estado com a chegada de brasileiros e também de estrangeiros, graças a melhorias no aeroporto de Maceió e na infraestrutura hoteleira. O litoral norte, especialmente Maragogi e Japaratinga tem recebido nos últimos anos grandes empreendimentos de resorts. Segundo a maior companhia de viagens da América Latina CVC, Maceió é a terceira capital mais procurada do Brasil.[editar] Transportes
O Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares está localizado na Região Metropolitana de Maceió, entre a capital e a cidade de Rio Largo e é um dos maiores (tamanho do terminal de passageiros) aeroportos do Nordeste.Foi o desenvolvimento econômico e comercial do Porto de Jaraguá, próximo às margens da lagoa Mundaú, chamada maçaio, que fez surgir uma grande povoação que recebeu o nome de Maceió. O Porto de Jaraguá é considerado um "porto natural" que facilita o atracamento de embarcações, por onde os produtos mais exportados na época da colonização foram açúcar, fumo, coco e especiarias. E hoje o porto de Maceió é o 3º principal do nordeste, e o 8º do Brasil.
Planos do Governo federal, pretende ampliar o espaço para Navios Cargueiros, e os Cruzeiros que sempre atracam na cidade.
[editar] Infraestrutura
[editar] Educação
Ano | Português | Redação |
---|---|---|
2006[61] Média | 32,32 (21º) 36,90 | 48,01 (23º) 52,08 |
2007[62] Média | 44,12 (23º) 51,52 | 52,77 (23º) 55,99 |
2008[63] Média | 34,76 (26º) 41,69 | 56,13 (27º) 59,35 |
- Faculdades e universidades
- Universidade Federal de Alagoas (UFAL)
- Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL)
- Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (UNCISAL)
- Centro de Estudos Superiores de Maceió (CESMAC)
- Faculdade de Alagoas (FAL)
- Faculdade Pontes de Miranda
- Escola Superior de Administração e Marketing e Comunicação (ESAMC)
- Faculdade Integrada Tiradentes (FITS)
- Faculdade de Maceió (FAMA)
- Faculdade Alagoana de Administração (FAA)
- Faculdade da Cidade de Maceió (FACIMA)
- Sociedade de Ensino Universitário do Nordeste (Seune)
- Faculdade São Tomás de Aquino (FACESTA)
- Centro de Ensino Superior Arcanjo Mikael de Arapiraca (CESAMA)
- Instituto de Ensino Superior Santa Cecília (IESC)
- Faculdade Alagoana de Tecnologia (FAT)
- Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar (FASVIPA)
- Faculdade Figueiredo Costa (FiC)
- Faculdade Raimundo Marinho (FRM)
- Escolas federais
- IFAL Campus Maceió
- IFAL Campus Satuba
- IFAL Campus Marechal Deodoro
- IFAL Campus Palmeira dos Índios
- IFAL Campus Piranhas
- IFAL Campus Maragogi
- IFAL Campus Penedo
- IFAL Campus Murici
- IFAL Campus Arapiraca
- Futuras construções
- IFAL Santana do Ipanema
- IFAL São Miguel dos Campos
- IFAL Coruripe
- Escolas primárias e secundárias
[editar] Cultura
[editar] Pontos turísticos
Os destinos mais procurados atualmente são: Maceió, Maragogi, Japaratinga, Barra de São Miguel, Piaçabuçu, Marechal Deodoro e Penedo, esse último tem um grande potencial turístico e histórico. Além de festejos de Bom Jesus dos Navegantes que começam de 08 a 15 janeiro com balsas que atravessam desde Alagoas até Sergipe e voltam a Penedo,depois em terra começa os Fogos sinalizando a chegada das embarcações e assim as festas com os shows de bandas Musicais.Referências
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